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Dispositivo eletrônico para comunicação com plantas
Ano: 2015
Autores: Paloma Oliveira e Mateus Knelsen
Exibido em: Campos Alterados – Museu de Arte Contemporânea (MAC) de São Paulo. Curadoria Rachel Rosalen e Rafael Marchetti

Instalação criada para a residência rural rural.scapes onde partimos do meio de comunicação como o rádio, bastante presente nas comunidades rurais, e do seu desvio criar um dispositivo que propusesse uma experiência estética do comunicar. Assim, nos perguntamos: se pelo rádio ouvimos a história sendo narrada em músicas e notícias, como seria ouvir a história de quem não tem voz? Como seria se pudéssemos escutar o que tem a dizer as plantas locais, muitas delas vivas há muitas gerações de homens?

A instalação que consiste de uma planta de médio porte em um vaso cerâmico, com circuitos eletrônicos nela acoplados, e diversos rádio-receptores próximos a planta. Os circuitos eletrônicos, desenvolvidos sobre suporte de papel e alimentados com bio-baterias (a partir de limões, mandioca, cará, e outros alimentos locais de São José do Barreiro, onde fizemos a residência), realizam uma leitura da condutividade elétrica da planta, e com base nesta leitura, emitem sinais de rádio passíveis de serem sintonizados por qualquer aparelho capaz de receber ondas FM.

Rádioplanta é uma peça que faz referência à pesquisa feita por indivíduos icônicos como Cleve Backster e Augustine Lauder, cujo trabalho transita entre a arte e a ciência. Seus trabalhos investigam possíveis formas de comunicação entre plantas, e como a possibilidade de tal comunicação pode ser o princípio de uma obra de arte.
Mateus Knelsen e eu pensamos que este seria um bom motivo para a residência Ruralscapes em São José do Barreiro (Brasil), que em 2015 realizou uma chamada por obras que integrassem arte, tecnologia e o contexto rural onde a residência se realizaria. Para Rádioplanta, desenvolvemos uma série de dispositivos que integram conhecimentos da bioquímica e da eletrônica, capazes de captar alguns tipos de atividade eletrofisiológica das plantas e traduzir esta atividade em sons codificados por osciladores e transmissores de sinal de rádio FM. Convidamos, então, os moradores da localidade para “sessões de escuta”, nas quais as pessoas puderam trazer seu receptor de rádio analógico e ouvir a “voz” de plantas e árvores: isto é, a transmissão via rádio das reações aos estímulos a que estavam expostas as plantas, como luminosidade e umidade.

Obviamente, os dispositivos ligados às plantas executam muitas camadas de tradução de sinais, por isso não podemos dizer com certeza que o que podemos ouvir através do rádio é uma “representação” de sua atividade fisiológica. Mas, em nossa opinião, este não é o argumento desta peça. Na verdade, pensamos que o que propõe Rádioplanta é “re-apresentar” (ou seja, apresentar outra vez) uma tecnologia antiga, mas ainda muito importante (o rádio). E ao re-apresentar esta mídia, a peça introduz novos agentes no processo de comunicação (plantas), mas deixa a questão se o que podemos ouvir é uma “expressão” deste agente ou uma ficção da própria mediação. Pensamos que a pseudociência por trás do trabalho sugere um campo curioso para a prática artística: aquele situado entre ciência, arte e ficção.

Para esta peça, desenvolvemos uma extensa pesquisa sobre como obter eletricidade a partir de frutas e legumes, a fim de fornecer energia para a eletrônica que estávamos usando. Também oferecemos oficinas abertas à comunidade local, para compartilhar o que aprendemos sobre a obtenção de energia elétrica de alimentos, e também ensinamos crianças como construir seu próprio transmissor de rádio.

No final de 2015, fomos convidados para mostrar Rádioplanta no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, como parte da exposição Campos Alterados.

Radioplanta

Amplificadores de sinal e transmissor de rádio artesanais aplicados a plantas (2015)
Autores: Paloma Oliveira & Mateus Knelsen

Tags:bioarte, tecnologias afetivas

Categorias:radioplanta, instalação